Caro, Rubel
Sangrei com sua cantiga hoje. O som da sanfona me acariciou e despertou uma angústia tremenda.
A dor foi bem acolhida com suas notas musicais. Comecei quase gritando, no entanto, ao decorrer dos instrumentos, o impulso foi se inibindo, leve e conciso.
A verdade é que o compasso dessa melodia descompassou meus sentimentos e cá estou eu: desorientada.
Meus olhos pesam e o marejo reflete o balanço de um barquinho, velejando calmo e sozinho.
Talvez ele seja de papel, o que só me faz lembrar de você, Rubel.
Grão de areia, samba de Amanda e Té, toda beleza.
Aaaa, meu caro, sou Rubelía, com certeza.
Comentários