Sentir dor é inevitável. Como certo clássico de Jhon Green cita: a dor precisa ser sentida. Então, assim como a felicidade, o riso, o tato e aquele afeto quentinho, a dor também precisa de alguém para senti-la, precisa de uma pessoa para transportá-la, invocá-la ou até mesmo negá-la. 

Mas não sei vocês, eu particularmente gosto da dita cuja. Gosto de encontrar um cenário perfeito e uma canção específica para chorar oceanos atlânticos, pacíficos e de todas as espécies possíveis, até não ter mais lágrimas o suficiente e me afundar no Mar Morto. Gosto de conhecer profundezas e abismos inabitáveis e encontrar sentimentos infundados. 

Como explicar tal peculiaridade? Como ensinar as pessoas a sentirem o que nem você compreende? 

O resultado talvez seja uma dízima periódica ou uma variável X. Talvez até um infinito menor que o seu complexo emocional. Mas ninguém pode contestar que se trata de um paradoxo universal. 

Tentamos eufemizar, e algumas vezes até hiperbolizar essa antonímia da vida, mas independente se pela Lei Ohm ou de Newton, a essência é, pelo manto da coisa julgada, a nossa sentença definitiva.

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