Vos suplico, invada minhas entranhas, cerca meus nódulos, aviva minha mente. 

Arranca de mim todas as correntes que me prende. 

Dilacera as amarras que me seguram ao chão.

Frida Kahlo já me representou quando disse: 

  • Pés, para que os quero, se tenho asas para voar?

E digo-lhes de pronto: Não tenho raízes, apesar dos imensos galhos espalhados por aí.

Anseio pela brisa livre fazendo cócegas em meus tímpanos e a doce bagunça que ela deixou para trás.

Liberdade ou libertinagem? 

Já não sei mais.

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